Como tenho o nome parecido com o do defunto (não, não me mataram mas deram vida ao defunto), na Repartição de Finanças de Odemira, quando informatizaram a “papelada”, inscreveram em meu nome alguns artigos e, na confusão, acabei por pagar imposto desses bens que não me pertenciam durante uns bons anos (três, se bem me lembro). Uma herdade com quase quatrocentos hectares, uma courela e uma casa. Bem bom, não acham? Lá expliquei, quando dei por ela, que naquele momento, a herdade pertencia, mais de metade à Portucel e, o resto, ao senhor anteriormente referido e aos meus primos, incluídos no testamento. A courela, em vida do casal, foi cedida à Casa do Povo ou à Junta de Freguesia, não sei bem, a um preço simbólico. Como ficava junto à Estrada Nacional, fizeram um largo para as camionetas da “carreira” darem a volta sem empatar o trânsito e puseram uns bancos para os velhotes “lobrigarem” as “maganas” a apearem-se ou subirem os degraus das “carrêras” com aquelas mini-saias… Quanto à casa, no período “quente” da Reforma Agrária, os meus padrinhos foram visitados pelo “comité” lá da terra e eles, pessoas simples, dirigindo-se principalmente à minha madrinha, filha da terra, sossegou-os quanto à tomada das terras, pois todos eles tinham na memória que na sua casa, em solteira e depois de casada, nunca faltou pão e uma sopa a um pobre ou “agasalho” onde passar uma noite fria ou de tempestade. Também, nunca um trabalhador foi chamado à “pedra” naquela casa, sem razão. Como vêem, os comunistas (a sério) não “comiam crianças” ao pequeno-almoço. Os da capital é que, sem pensar duas vezes, fizeram sofrer o povo mais do que ele já sofria. Pois bem, toda esta gente se esqueceu de registar os bens (a casa foi “simbolicamente” vendida ao PCP) e eu é que me lixei. Para reaver esta quantia era preciso tanta coisa que, desisti. Alguém, entretanto, não pagou algum imposto e o falecido em 1988 está quase a ser penhorado em 2009. Aproximadamente cinquenta e cinco euro em falta nos cofres do estado (aí está a justificação para a crise económica). Já fui sete vezes às Finanças de Odemira, duas vezes às de Faro, escrevi à DGCI em Lisboa (nem à m… me mandaram) e já devolvi não sei quantas cartas com a nota de “falecido”. Decidi não fazer mais “puto” e ver onde vai dar. Má q’jêtos!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Será possível?
Como tenho o nome parecido com o do defunto (não, não me mataram mas deram vida ao defunto), na Repartição de Finanças de Odemira, quando informatizaram a “papelada”, inscreveram em meu nome alguns artigos e, na confusão, acabei por pagar imposto desses bens que não me pertenciam durante uns bons anos (três, se bem me lembro). Uma herdade com quase quatrocentos hectares, uma courela e uma casa. Bem bom, não acham? Lá expliquei, quando dei por ela, que naquele momento, a herdade pertencia, mais de metade à Portucel e, o resto, ao senhor anteriormente referido e aos meus primos, incluídos no testamento. A courela, em vida do casal, foi cedida à Casa do Povo ou à Junta de Freguesia, não sei bem, a um preço simbólico. Como ficava junto à Estrada Nacional, fizeram um largo para as camionetas da “carreira” darem a volta sem empatar o trânsito e puseram uns bancos para os velhotes “lobrigarem” as “maganas” a apearem-se ou subirem os degraus das “carrêras” com aquelas mini-saias… Quanto à casa, no período “quente” da Reforma Agrária, os meus padrinhos foram visitados pelo “comité” lá da terra e eles, pessoas simples, dirigindo-se principalmente à minha madrinha, filha da terra, sossegou-os quanto à tomada das terras, pois todos eles tinham na memória que na sua casa, em solteira e depois de casada, nunca faltou pão e uma sopa a um pobre ou “agasalho” onde passar uma noite fria ou de tempestade. Também, nunca um trabalhador foi chamado à “pedra” naquela casa, sem razão. Como vêem, os comunistas (a sério) não “comiam crianças” ao pequeno-almoço. Os da capital é que, sem pensar duas vezes, fizeram sofrer o povo mais do que ele já sofria. Pois bem, toda esta gente se esqueceu de registar os bens (a casa foi “simbolicamente” vendida ao PCP) e eu é que me lixei. Para reaver esta quantia era preciso tanta coisa que, desisti. Alguém, entretanto, não pagou algum imposto e o falecido em 1988 está quase a ser penhorado em 2009. Aproximadamente cinquenta e cinco euro em falta nos cofres do estado (aí está a justificação para a crise económica). Já fui sete vezes às Finanças de Odemira, duas vezes às de Faro, escrevi à DGCI em Lisboa (nem à m… me mandaram) e já devolvi não sei quantas cartas com a nota de “falecido”. Decidi não fazer mais “puto” e ver onde vai dar. Má q’jêtos!
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É que isto dos computadores é uma coisa muito séria, eles hás vezes trabalham sózinhos e sem ninguém dar por isso fazem coisas do arco da velha. Os funcionários digitam lá uma coisa e aquilo sem dar cavaco a ninguém vá de mudar tudo. São uns maganos estes computadores das finanças!!!!!!
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