Mas, o que queríamos. O nosso Farense, foi o que foi. A cidade, é o que é. Logo a seguir ao 25 de Abril, ainda ouvi falar que a Câmara de Faro era uma daquelas com orçamentos bem estruturados e uma conta corrente, na banca, de respeito. Foi como anunciar na televisão que havia uma capela qualquer, isolada, cuja santa era ornada por cordões de ouro e pedrarias. No mês seguinte, ou nem tanto, tiveram que chamar a guarda. Na CMF, não se chamou a guarda mas veio cá a Inspecção Geral do Território, por mais do que uma vez. Aliás, de uma das vezes nem os extractos bancários em falta foram depois encontrados. Por acaso, dessa vez, ficaram hospedados numa pensão situada ao lado da casa onde nessa altura residia. Viatura (luxuosa) da autarquia com condutor para as deslocações nocturnas aos melhores restaurantes e “divertimentos nocturnos” da época e outros mimos. Afinal, nada a que não estejamos habituados, nos dias de hoje. Afinal, somos ou não um povo hospitaleiro?
Ao contrário do clube, neste momento, só homens sem ligações às administrações anteriores poderão endireitar a cidade e tirá-la do fosso em que está metida. E, que denuncie às autoridades policiais as pressões dos “mafiosos”, identificando-os em resposta às ameaças que, geralmente, consistem em retirarem-lhe o poder, nem que seja pela medida mais radical. Atente-se que, no nosso país, ao prometer ao povo erradicar os mafiosos e quejandos, alguém acabou por manter-se na sua cadeirinha, caladinho, para não ir pelos ares como aconteceu a outro, de boa memória. No clube, terão que ser os “ velhos” a endireitá-lo porque os novos gestores estudaram pela nova “cartilha” e, como as mulas de tiro, só “olham” numa direcção… encher as algibeiras!
Se isto continua, será que a Administração Central nos retira a capitalidade?
Senhores autarcas, não sentem assim como que uma espécie de constrangimento? Não? Má q’jêtos!